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planejamento deu certo e você está prestes a comprar a sua casa própria. Parabéns! Agora basta você manter o foco e a organização para continuar o processo.

Um dos recursos mais usados na compra da casa própria é o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), um saldo formado pelos depósitos mensais feitos pelo empregador (8% do salário pago mais atualização monetária e juros) a toda pessoa com contrato de trabalho formal regido pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), além de trabalhadores rurais, temporários, avulsos, safreiros e atletas profissionais.

O diretor não-empregado e o empregado doméstico também podem ser incluídos no sistema FGTS, a critério do empregador.

Como funciona?
Você pode sacar o FGTS em caso de compra da casa própria, da aposentadoria e em situações de dificuldades (demissão sem justa causa ou doenças graves).

Para usar o FGTS na compra da casa própria, você deve trabalhar há pelo menos três anos sob esse regime (na mesma empresa ou não) e ter o imóvel que você quer avaliado em até R$ 500,00 mil.

Caso positivo, verifique se você ou o co-adquirente - seu parceiro(a), se tiver - não se encaixa em alguma condição que impeça você de usar o FGTS para comprar a casa.

Além de usar o FGTS para comprar imóvel novo ou usado, você também pode usá-lo para construir ou para liquidar/amortizar dívida vinculada a contrato de financiamento habitacional.

Condições para usar
- Não ser proprietário de outro imóvel residencial, concluído ou em construção localizado no município em que trabalha ou mora.

- Valor de FGTS (mais financiamento ou carta de crédito do consórcio, quando houver) que exceda o menor valor de um dos itens: valor da avaliação do imóvel ou do valor de compra e venda.

- Não ter financiamento ativo em nenhuma região do País.

- Construção do imóvel com valor que exceda o menor valor de um dos itens: valor da avaliação do imóvel, valor de compra e venda, custo total da obra.

Lembrando que o imóvel a ser comprado deve destinar-se obrigatoriamente à moradia do comprador que está usando o FGTS.

Conferidos todos esses pontos, você já pode entrar em contato com o banco da sua preferência para dar andamento à solicitação de uso do FGTS.

“Apesar de você poder fazer isso em qualquer banco, a maioria dos financiamentos de imóveis (aproximadamente 73%) é feita por meio da Caixa Econômica Federal”, explica o gerente regional de habitação e construção civil da Caixa Econômica Federal, Nédio Henrique Rosselli Filho.

Passo a passo: Como pegar o FGTS
1. Confira as condições na agência do banco de sua preferência. 
Isso inclui a relação de documentos, formulários, taxas, etc. Você pode conferir essa lista na própria agência do banco (ou nos sites).

Além dos documentos básicos (como RG, CPF, comprovante de renda, comprovante de residência e declaração de imposto de renda), é preciso levantar também os documentos do imóvel (carnê de IPTU, cadastro e certidão na prefeitura, etc.).

É importante conferir e ir atrás de todos os documentos necessários para o seu perfil de compra (à vista ou com financiamento), pois você evita atrasos no processo de solicitação do FGTS.

Algumas etapas do financiamento: avaliação de risco de crédito, discussão de prazo e valor das parcelas do financiamento (com base na sua renda anual), comprovação de que você não tem restrição cadastral (problemas com crédito no mercado), entre outros. Essa lista de etapas e documentos necessários será repassada a você pelo banco.

2. Pague a Taxa Operacional. 
Esse valor pode mudar conforme a instituição financeira e inclui vários serviços feitos pelo banco ao longo do processo, como avaliação do imóvel, taxa de serviço, etc.

Confira no seu banco se o pagamento dessa taxa é feito em uma só vez ou dividida ao longo do processo. Programe o seu bolso para esses pagamentos não interferirem nas parcelas do financiamento, no dinheiro poupado para pagar à vista ou nas outras contas do mês.

3. Providencie o instrumento contratual. 
É um documento feito no próprio banco com valor de escritura pública. Ao pegá-lo, você deve levá-lo para registrar no cartório da sua cidade. Esse documento é uma matrícula do imóvel, que irá servir como histórico de tudo que aconteceu com ele (dono, imposto, regularização, etc.).

Confira o valor do registro a ser pago no cartório ou prefeitura da sua cidade.

4. Hora de assinar o contrato/escritura. Essa é a última etapa do processo, em que todas as partes envolvidas fecham o acordo. Em caso de financiamento, assinam o comprador (você), o vendedor e o banco. É também nessa hora que você deve pagar o Imposto sobre a Tramissão de bens Imóveis (ITBI) à prefeitura da sua cidade.

É também esse o momento de assinar o termo para debitar o FGTS, que pode acontecer de duas maneiras:

- Direto na conta do vendedor, na data da assinatura do contrato e liberado após o registro, na aquisição.

- Direto na conta poupança habitacional do proponente, na data da assinatura do contrato e liberado em parcelas mensais conforme o cronograma da obra, na construção. 

Três coisas para você ficar atento
Documentação do imóvel
Verifique se o imóvel tem algum tipo de restrição judicial que possa atrapalhar ou atrasar o processo de compra, como ser um objeto de partilha ou de herança, certidão de dívidas trabalhistas, tenha vendedor fora do país, etc.

Veja se o banco que você escolheu se responsabiliza por algum desses procedimentos. Caso tenha dúvidas, o melhor é consultar o seu próprio gerente do banco ou um advogado.

Estado do imóvel
É bom verificar pessoalmente todos os detalhes do imóvel. De características físicas (sol, chuva, movimentação dos arredores, etc.) até gastos (condomínio, IPTU, etc.). Isso ajuda você a ter certeza do investimento que está fazendo e até mesmo a detectar algum possível problema de documentação.

Modo de pagamento
Vale lembrar que a compra de uma casa à vista (com dinheiro na conta corrente ou economizado na caderneta de poupança) é mais simples que um financiamento. Você quita o valor combinado, registra na prefeitura e o imóvel é seu.

Quando se faz um financiamento, o processo é mais rigoroso e geralmente envolve várias etapas de documentação e o pagamento de tarifas. Conhecê-las com antecedência ajuda você a planejar o bolso e a se preparar devidamente para esse investimento.

Taxas operacionais da CAIXA

O valor das taxa a ser paga muda conforme o modo que você vai comprar o imóvel. 

1. Aquisição à vista com FGTS (total ou parcial)

- Imóveis até R$170.000,00: Você paga R$ 250,00 na entrega da documentação na CAIXA, mais R$ 550,00 na data da assinatura do contrato de compra e venda (total: R$ 800,00).
- Imóveis entre R$170.000,01 e R$500.000,00: Você paga R$ 250,00 na entrega da documentação na CAIXA, mais R$ 1.350,00 na data da assinatura do contrato (total: R$ 1.600,00).

2. Aquisição de imóvel com FGTS financiamento bancário
- Para financiamentos com recursos do FGTS (imóveis até R$ 170.000,00): R$ 30,00 de avaliação cadastral na entrega da documentação mais 1% do valor do financiamento na data da assinatura do contrato
- Para financiamentos com recursos do SBPE (entre R$ 170.000,01 e R$ 500.000,00): R$ 30,00 de avaliação cadastral, mais R$ 250,00 na entrega da documentação, mais R$ 550,00 na data de assinatura do contrato (total: R$ 830,00).


Fonte: meubolsoemdia.com.br 

 


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